Um trabalhador terceirizado morreu a bordo do FSO Cidade de Macaé, na Bacia de Campos, no último dia 8. O falecimento foi comunicado por informe interno da Petrobras, que detalhou que o profissional atuava como soldador para a empresa Hydra Alphard na unidade operada pela Modec. Segundo o boletim, o trabalhador foi encontrado sem sinais vitais em seu camarote pelo enfermeiro de bordo.
O Sindipetro-NF informou que acompanha o caso. A entidade sindical destacou que encaminhou ofício à Petrobras e buscou esclarecimentos junto à Modec e à Hydra para obter informações detalhadas sobre a ocorrência, mas ainda não havia obtido respostas até o momento desta publicação.
O episódio reacende o debate promovido pelo sindicato sobre a recorrência de mortes classificadas inicialmente como decorrentes de causas naturais em unidades offshore. A direção do Sindipetro-NF relembra um caso semelhante ocorrido em outubro de 2024 no FPSO Cidade de Niterói, também operado pela Modec, e defende a necessidade de investigações aprofundadas para todas as ocorrências a bordo.
Representantes da categoria apontam que óbitos súbitos no ambiente de confinamento podem estar associados à exaustão física decorrente de jornadas intensas ou a falhas na avaliação das condições de saúde adequadas para o embarque.
A representação sindical ressalta a importância de esclarecer as circunstâncias do óbito diante das exigências físicas e psicológicas enfrentadas pelos trabalhadores do setor de petróleo e gás. O Sindipetro reafirmou que, mesmo não representando formalmente os funcionários da operadora privada, manterá a cobrança por respostas das companhias envolvidas em solidariedade à categoria e aos familiares. A mobilização visa pressionar por medidas mais rigorosas de monitoramento da saúde ocupacional e prevenção de novos incidentes nas plataformas da região.







