Foi deflagrada a Operação Calliphora, no estado de São Paulo, que visam desarticular organização criminosa dedicada desviar recursos em contratos da Prefeitura de Pirassununga, em meio a investigação de crimes de fraude a licitações, peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.
Segundo o apurado pelo Ministério Público, a empresa THV Saneamento, que tem sede em Pouso Alegre, teria subornado agentes públicos da cidade de SP, incluindo prefeito e secretários municipais, para ser favorecida em contratos de coleta de lixo, varrição e roçagem e receber recursos públicos em desconformidade com os serviços prestados.
Parte dos repasses de valores teria acontecido, conforme as investigações, mediante “triangulação financeira”, com envolvimento de terceirizados da empresa e contas bancárias de parentes ou pessoas indicadas pelos agentes públicos.
A investigação teve como base análise de diversas provas documentais, interceptações das comunicações telefônicas e telemáticas, além de dados e informações de fontes abertas. O exame do material apreendido e outras diligências darão continuidade às apurações.
Em Minas Gerias duas Câmaras de Vereadores também suspeitam de contratos de prefeituras do Sul de MG com esta mesma empresa.
Documentos foram enviados ao Ministério Público pelas câmaras municipais de Jacutinga/MG e São Gonçalo do Sapucaí/MG. A suspeita é de superfaturamento nos serviços.
Em Jacutinga/MG, um dos pontos levantados pelo documento é o valor do aluguel mensal de uma máquina escavadeira por quase R$ 72 mil. O valor acumulado de três meses já daria, segundo a denúncia, para comprar um equipamento.
Em São Gonçalo do Sapucaí (MG), uma CPI foi concluída em agosto deste ano. No relatório final foram apontados mais de 15 crimes de improbidade administrativa envolvendo os contratos do município com a empresa THV com destaque para o valor para podas de árvores em que o prejuízo aos cofres públicos pode chegar a mais de R$ 1,2 milhão.
No dia 26 de Junho de 2023, vazou, em Quissamã/RJ, um áudio de aproximadamente uma hora, em que o dono da empresa THV, Thiago Rezende, negociava os contratos com o Secretário de Saúde, Nilton Furinga e envolvia o nome de outras pessoas nas suas negociatas, até o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux.






