Armando Carneiro, ex-prefeito de Quissamã, foi reconhecido como um dos integrantes de um ato antidemocrático, realizando em 2 de novembro de 2022, em frente ao Quartel do Exército, em Macaé.
Em um vídeo, divulgado pelo Portal EU, Rio! sobre a manifestação, que contestava o resultado das eleições, integridade das urnas urnas eletrônicas e solicitava intervenção militar; Carneiro aparece cantando hinos do Exército, vestido com a camisa e abraçado a bandeira do Brasil.
Investigações iniciais apontam que o ativista também teria participado dos atos em Brasília, no dia 8 de janeiro, quando extremistas invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, a sede do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional.
Nomeado Superintendente na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (SEDEICS), o político chegou a ser transferido para a recém-criada Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar (SEENEMAR), no dia 26 de janeiro de 2023. Contudo, no dia seguinte, conforme Decreto n° 48.338, publicado em Diário Oficial, foi exonerado do cargo. De acordo com o Portal EU, Rio!, o governo estadual informou que não sabia do seu envolvimento na ação de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Armando foi prefeito por duas vezes eleito pelo atual modelo de votação, que criticou veemente. É marido da atual vereadora de Quissamã, Alexandra Moreira (PSC), também bolsonarista.
Os atos antidemocráticos violam a Constituição Federal e vêm sendo duramente combatidos no âmbito de operações realizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Supremo Tribunal Federal (STF).







