A psicóloga Ana Paula Bessa, moradora de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, transformou uma experiência pessoal de reorganização financeira em um negócio que hoje impacta milhares de mulheres em todo o Brasil.
Com apoio do Sebrae Rio, ela criou o Elas Clube de Finanças, iniciativa voltada exclusivamente à educação financeira feminina.A história começou entre 2018 e 2019, quando Ana Paula decidiu assumir o controle da própria vida financeira.
O aprendizado, inicialmente pessoal, passou a ser compartilhado com amigas e colegas, até ganhar maior alcance nas redes sociais, onde ela passou a relatar de forma aberta sua trajetória, incluindo dificuldades enfrentadas no passado.A identificação foi imediata e a procura por orientação cresceu.
Em janeiro de 2020, surgiu a ideia de criar um clube de leitura sobre finanças para mulheres. O primeiro encontro aconteceu em Campos, mas, com a pandemia, o projeto migrou para o formato on-line, ampliando significativamente o alcance da iniciativa.
Com o crescimento da demanda, Ana Paula e outras quatro sócias decidiram estruturar o projeto como empresa, dando origem ao Elas Clube de Finanças. Sem experiência prévia em empreendedorismo, o grupo buscou orientação no Sebrae Rio, que passou a acompanhar o negócio desde a formalização.Com apoio da instituição, o Elas desenvolveu plano de negócios, participou de programas como o Sebrae Delas e o Empretec, além de receber consultorias nas áreas de gestão, finanças, vendas e comunicação.
Hoje, o clube funciona no modelo de assinatura, com encontros mensais, mentorias, conteúdos exclusivos, eventos e uma comunidade ativa.O negócio também criou o Método ELAS, baseado em quatro pilares: educação financeira, leitura, ambiência e superação.
Atualmente, o projeto reúne mais de 8 mil seguidoras nas redes sociais e impacta mulheres de diferentes estados do país e até do exterior.Para Ana Paula, a trajetória mostra que é possível transformar desafios pessoais em negócios com propósito. “Empreender não precisa ser um caminho solitário. Ter orientação e apoio faz toda a diferença”, afirma.



