Um dos principais refúgios de Mata Atlântica de baixada do estado do Rio de Janeiro acaba de ganhar ainda mais força. A Reserva Biológica União, localizada entre Macaé, Rio das Ostras e Casimiro de Abreu, completou 28 anos nesta quarta-feira (22) com uma ampliação significativa da área protegida.
A unidade, administrada pelo ICMBio, passou de 2.548 para 7.756 hectares. Na prática, mais que triplicou de tamanho e reforçou a proteção ambiental em uma região pressionada pelo crescimento urbano.
A reserva abriga espécies ameaçadas de extinção, como a onça-parda, a jaguatirica, a lontra e a preguiça-de-coleira. O mico-leão-dourado, símbolo da conservação no estado, também tem ali um dos seus principais habitats. No céu, são mais de 200 espécies de aves registradas.
Além da fauna, a área tem papel direto no abastecimento de água. As matas da reserva protegem nascentes que alimentam as bacias dos rios São João, das Ostras e Macaé, fundamentais para a população da região.
Outro avanço foi a criação de um corredor ecológico que conecta a reserva à Serra do Mar, permitindo maior circulação de espécies e fortalecendo o equilíbrio do ecossistema.
Desde 2023, a unidade também passou a receber visitantes. As visitas são guiadas por monitores e incluem trilha adaptada para pessoas com deficiência, ampliando o acesso ao espaço.
Apesar dos avanços, os desafios continuam. O local ainda enfrenta ameaças como incêndios florestais, espécies invasoras e o avanço desordenado de áreas urbanas no entorno.
As visitas precisam ser agendadas previamente pelo Instagram oficial da unidade, no perfil @rebio.uniao








