A BR 101 RJ passou por um novo leilão nesta terça feira, 11 de novembro, e o trecho entre Campos e Macaé voltou ao centro das discussões. A Arteris, única participante, venceu a concessão com previsão de R$ 10,1 bilhões em investimentos para os próximos 22 anos. Mas, apesar das promessas, pontos críticos seguem sem solução clara.
Estão previstas duplicações, faixas adicionais, vias marginais e novas pontes. A ANTT destaca mais de 49 km de duplicações e 81 km de multivias. Mesmo assim, obras decisivas para a região ficaram de fora do cronograma imediato.
O maior exemplo é o Contorno de Campos, considerado fundamental para retirar o tráfego pesado da área urbana e melhorar o acesso ao Porto do Açu. A obra deveria ter sido entregue no contrato anterior, mas nunca saiu do papel. Hoje, cerca de 700 caminhões por dia cruzam ruas e avenidas da cidade, causando congestionamentos, desgaste das vias e riscos constantes. E esse número tende a crescer.
Na nova concessão, o Contorno só poderá ser iniciado quando o trecho urbano atingir 22 mil veículos por dia, o chamado “gatilho volumétrico”. Ou seja: a obra continua sem previsão real.
Outros trechos da BR 101 dentro da área urbana, como entre o Trevo do Índio e a Ponte General Dutra, continuam sendo pontos de caos. Um acidente leve é suficiente para travar toda a cidade.
A Firjan reforça que a rodovia é estratégica para a economia do estado e para a Bacia de Campos, e cobra fiscalização rígida para garantir que as obras prometidas sejam entregues. Com o leilão concluído, a pressão agora recai sobre o governo federal, a ANTT e a própria concessionária para que o Norte Fluminense receba, enfim, a infraestrutura que há anos espera.



