Música, dança, poesia e artes visuais entram em cena através do espetáculo gratuito “Acquaria Viva”, que acontece em Macaé, na sexta-feira (31). No palco, o carioca grupo musical composto por Alexandre Mitre, Mari Castanheira, Nelson Gaia, Raoní da Silva e Lili Zoide, sob direção de Álvaro Antônio, promete arrebatar o público do Teatro FIRJAN SESI, às 20h.
“As ações das poucas mãos que regem o mundo nos direcionam para o fim, então, que cheguemos lá dançando, cantando e sorrindo”. É diante desta narrativa que os multiartistas se dividirão entre projeções visuais impactantes, performances autorais, além de cenografia e figurino em conceito upcycling. Já a trilha sonora da peça mistura Charme, Rap, R&B e ritmos afro-brasileiros como Ijexá, Maracatu, Samba, Funk e Maculelê.
Segundo Alexandre Mitre, a apresentação promove uma experiência imersiva e sensorial. “Oferecemos uma viagem desde os primórdios do planeta em sua gênese até os dias de hoje, questionando o que aconteceu nesse caminho tortuoso que percorremos juntos nessa carcaça humanoide que nos foi proposta”, destaca o ator.
Para Mari Castanheira, o sucesso do conjunto vem das inquietações e afinidades artísticas. “Todos nós temos, além da música, outras vertentes culturais. Nosso espetáculo é uma síntese de tudo isso”, afirmou a atriz sobre a peça que aborda temas como sustentabilidade, ancestralidade, inteligência emocional, pertencimento e preservação ambiental.
De acordo com o grupo, a arte é uma forte ferramenta capaz de emocionar, provocar e gerar reflexão. “Ela deve caminhar ao lado das necessidades sociais e servir de denúncia aos grandes males que assolam nossa sociedade”, frisou Nelson Gaia. Já Raoní da Silva reforça a força da comunidade na era atual. “Entramos em um tempo em que o povo, em sua vasta diversidade, é a grande liderança. Queremos resgatar o respeito às diferenças e promover o bem-estar coletivo como essência de convivência”, disse.
O espetáculo conduz o público por uma narrativa que envolve crítica e celebração. “Nosso intuito é trazer o pulsar de uma Terra viva, que resiste e se reinventa com revolta, tensão e grandes doses de alegria diante dos estragos provocados pela ganância corporativa. Ser feliz diante de tanto horror é o mais nobre ato revolucionário”, ressalta Lili Zoide. A retirada do ingresso é feita pelo Sympla.



