Uma movimentação dos Estados Unidos na área de segurança chama atenção para o Brasil. Ao mesmo tempo em que Washington amplia a articulação internacional contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), documentos de contratação divulgados pelo governo norte-americano preveem treinamento linguístico em português brasileiro para profissionais ligados ao setor militar.
Nesta terça-feira (22), Estados Unidos e outros 14 países das Américas divulgaram uma declaração conjunta do chamado Escudo das Américas. O documento inclui PCC e Comando Vermelho entre 24 organizações tratadas pelos participantes como grupos “narcoterroristas” e prevê medidas como congelamento de ativos, restrições de vistos e punições a pessoas que forneçam apoio material ou logístico às organizações. A aplicação das medidas, porém, depende das leis internas de cada país. O Brasil não integra a coalizão.
Paralelamente, documentos de contratação do governo dos EUA apontam para capacitação em português voltada a atividades relacionadas à segurança e operações. Esse tipo de contratação, isoladamente, não comprova a preparação de uma operação militar no Brasil, mas ganha repercussão diante do aumento da atenção de Washington sobre organizações criminosas brasileiras.
O Escudo das Américas pretende ainda levar a discussão à Organização dos Estados Americanos (OEA), utilizando mecanismos previstos no Tratado Interamericano de Assistência Recíproca, o Tratado do Rio, para ampliar a cooperação contra organizações classificadas pelos participantes como narcoterroristas.





