O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de 15,04% no Bolsa Família. Com a mudança, o valor mínimo pago por família passará de R$ 600 para R$ 691.
O anúncio ocorre 17 dias antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro pelo Tribunal Superior Eleitoral. O reajuste começará a ser pago na folha de outubro.
Segundo o governo, o valor médio do benefício deverá subir de aproximadamente R$ 675 para R$ 777. O custo adicional estimado é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e pode chegar a R$ 22 bilhões em 2027.
Também serão reajustados os valores que compõem o programa. O benefício básico por integrante passará de R$ 142 para R$ 164; o adicional destinado a crianças de até seis anos sobe de R$ 150 para R$ 173; e parcelas adicionais atualmente de R$ 50 passarão para R$ 58.
O governo afirma que o aumento recompõe a inflação acumulada desde a reformulação do Bolsa Família, em 2023. Até agora, o piso de R$ 600 havia permanecido sem reajuste durante o atual mandato.
A proximidade entre o anúncio e as eleições gerou repercussão política. O calendário eleitoral proíbe a criação de determinados benefícios em ano de eleição, mas prevê exceção para programas sociais já existentes e em execução orçamentária no exercício anterior. Eventuais questionamentos sobre a medida caberão à Justiça Eleitoral.



