O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, deu prazo de 24 horas para que o ministro André Mendonça amplie o levantamento do sigilo dos documentos ligados ao caso Banco Master e à Operação Compliance Zero.
A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou incompleta a primeira divulgação feita por Mendonça. O órgão argumentou que a liberação parcial poderia transmitir uma “ideia equivocada” de transparência e afirmou que procedimentos relacionados à investigação mais ampla continuavam fora do material disponibilizado.
Alexandre de Moraes também criticou a forma como os documentos foram liberados e afirmou que houve uma retirada “seletiva” do sigilo. Segundo Moraes, cerca de 180 documentos não teriam sido incluídos no conjunto inicialmente disponibilizado aos ministros. Cristiano Zanin também pediu acesso a mídias relacionadas ao celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Após a nova determinação, Mendonça retirou o sigilo de mais documentos, inclusive de investigações relacionadas ao filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. Os procedimentos tornados públicos citam, entre outros nomes, Flávio Bolsonaro, Cláudio Castro, Jaques Wagner e Ciro Nogueira.
Mesmo após a ampliação, a PGR afirmou que 18 procedimentos ainda permaneceriam sob sigilo. Mendonça contestou a informação e declarou que todas as peças efetivamente disponíveis foram publicizadas, preservando apenas diligências em andamento ou futuras que poderiam ser prejudicadas pela divulgação.
O embate ocorre em meio à crise provocada pelas investigações envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro. O STF realizará na próxima terça-feira (15) uma sessão extraordinária para analisar questões relacionadas ao material da Polícia Federal e à possível investigação envolvendo Alexandre de Moraes.




