O Governo do Estado exonerou 14 integrantes da direção do Instituto Rio Metrópole, IRM, após os desdobramentos da Operação Ouroboros, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que investiga um suposto esquema de corrupção, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo contratos de cerca de R$ 86 milhões.
Entre os exonerados estão o então presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, o Didê, o diretor de Planejamento e Projetos, Maurício Silva Knoploch dos Santos, o diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado, Franquis Dias Nepomuceno, e a gestora de contratos Amanda Íthala Santos da Paschoa. Todos são investigados pelo MPRJ e tiveram prisão decretada.
Segundo a investigação, o esquema utilizava contratos e subcontratações fictícias para desviar recursos públicos. O dinheiro passava pelo Instituto Bio e, depois, era sacado em espécie.
Uma das principais investigadas é Caroline Soares Barros, conhecida como “Mulher da Mala”. Conforme a denúncia, ela realizou 13 saques que somam mais de R$ 3 milhões e foi presa ao tentar retirar R$ 500 mil em uma agência bancária de Teresópolis.
O Ministério Público também afirma que contratos receberam aditivos milionários. Apenas um deles teria sido ampliado em mais de R$ 58 milhões. As investigações apontam ainda que empresas contratadas pelo IRM celebravam subcontratos sem execução dos serviços para viabilizar a circulação dos recursos.
Em nota, o Governo do Estado informou que as exonerações fazem parte da reorganização administrativa do IRM e reafirmou o compromisso com a transparência e a colaboração com as investigações.
Os investigados terão direito ao contraditório e à ampla defesa durante o processo judicial.








