O primeiro dia da operação Tolerância Zero já mudou o cenário das praias da Zona Sul do Rio de Janeiro. Vendedores de milho cozido, queijo coalho, quentinhas, caipirinhas, espetinhos e outros produtos desapareceram da orla após o início da fiscalização, que promete reforçar o cumprimento das regras para o comércio nas praias.
A operação começou na quinta-feira, dia 16 de julho, nas praias entre o Leme e o Leblon, com equipes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) e da Guarda Municipal distribuídas em diversos pontos da orla. A ação tem como base um decreto que proíbe o preparo de alimentos com carvão ou gás na faixa de areia e intensifica o controle sobre o comércio ambulante.
Logo nas primeiras horas, agentes recolheram quentinhas comercializadas na Avenida Atlântica, no Leme. Em outros trechos da orla, pontos tradicionalmente ocupados por ambulantes amanheceram vazios. Também deixaram de ser vistos, durante a manhã, vendedores de caipirinhas na areia e serviços de aluguel de bicicletas elétricas no calçadão.
A fiscalização provocou protestos de trabalhadores que dependem das vendas para garantir o sustento. Um dos momentos que mais chamou a atenção foi o do vendedor de churros José Wilton, que chegou a se ajoelhar diante dos agentes da prefeitura pedindo diálogo. Durante outra abordagem, na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, houve discussão entre ambulantes e fiscais.
Em Copacabana, a operação contou com grande reforço de agentes e viaturas. Caminhões foram utilizados para transportar carrinhos e isopores apreendidos, enquanto grades foram instaladas em alguns acessos à praia, principalmente nas proximidades do Posto 3 e do Arpoador, para facilitar a fiscalização.
Segundo a Prefeitura do Rio, o programa busca organizar toda a faixa entre os prédios e o mar, fiscalizando produtos sem procedência comprovada e o cumprimento das normas estabelecidas para o comércio na orla.







