Poucos dias depois da mobilização de pescadores para reabrir a Barra de Barra do Furado, em Quissamã, um exemplar de robalo com 13,5 quilos chamou a atenção da comunidade e renovou o otimismo de quem vive da pesca artesanal.
O peixe foi registrado nas mãos de Erenilton, filho, neto e sobrinho de pescador, ao lado de Emanuel Francisco, conhecido como Chico Barra Velha, um dos nomes mais tradicionais da pesca na região.
O caso ganha ainda mais significado diante dos desafios enfrentados pelos moradores nas últimas semanas. O assoreamento da barra vinha dificultando a saída e a entrada das embarcações, comprometendo a renda de diversas famílias e provocando até o alagamento de casas próximas ao rio, conforme denúncias feitas por moradores.
No fim de maio, a Secretaria de Agricultura e Pesca chegou a utilizar uma retroescavadeira para tentar abrir a barra. Dias depois, a abertura ocorreu com a força da correnteza após uma pequena intervenção manual. Já em junho, com o novo fechamento da barra, os próprios pescadores se reuniram para abrir uma passagem diante da demora por novas providências.
Agora, a captura do robalo de 13,5 quilos representa mais do que um bom dia de pesca. Para a comunidade, é um símbolo da resistência de quem mantém viva uma tradição passada de geração em geração e continua lutando para preservar o sustento e a cultura pesqueira de Barra do Furado.
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