Uma história digna de muitos aplausos. É assim que a sociedade enxerga a trajetória da macaense Thaís Pessanha, que acaba de lançar ‘Dias de Sol’. O livro, publicado pela editora Oficina Raquel, entrelaça sensibilidade, humor e lucidez ao abordar a vida da escritora que convive com Osteogênese Imperfeita, condição genética rara e sem cura conhecida como “ossos de vidro”.
São mais de 300 fraturas, mas nenhuma dessas, a subordina. Muito pelo contrário. “A ideia é, através da literatura, trabalhar temáticas como acessibilidade e inclusão de Pessoas com Deficiência. É um chamamento público para que todos entendam que fazem parte dessa transformação social”, ressalta a autora.
Uma verdadeira força da natureza contra estereótipos e preconceitos, Thaís, por meio das palavras, narra as próprias vivências do cotidiano com leveza e resiliência. Mas se engana quem pensa que ela começou a carreira recentemente. Também escreveu o ‘Sobre Rodas – Um Espírito em Movimento’ (Prêmio Literário Clarice Lispector promovido pela ZL Books) e idealizou o Clube da Leitura ‘Ossos de Pássaro’, iniciativa finalista do Prêmio Jabuti 2025.
E não acabou. Ainda atua como ativista, professora, curadora e mediadora literária. E, é assim, sendo muitas em uma só, que Thaís Pessanha se consolida como um dos principais nomes quando se fala em direitos das Pessoas com Deficiência no estado do Rio de Janeiro. E, agora, com o mais novo feito no currículo: Imortal da Academia Macaense de Letras.





