A investigação conduzida pela Polícia Federal envolvendo a Empresa Municipal de Habitação de Campos dos Goytacazes, a EMHAB, ganhou novos desdobramentos e passou a ampliar a crise política no município.
O caso ganhou ainda mais repercussão após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, mencionar supostos desvios de recursos públicos, influência política e manipulação de contratos ligados à estrutura da empresa pública municipal.
O documento faz parte da Petição 15.926, em tramitação no STF, e cita que o então vereador e hoje deputado estadual Thiago Rangel teria exercido influência política junto à Prefeitura de Campos durante os anos de 2021 e 2022.
Segundo a investigação reproduzida na decisão judicial, Thiago Rangel era aliado político do prefeito Wladimir Garotinho naquele período.
A investigação aponta que integrantes de uma suposta organização criminosa teriam utilizado a estrutura da EMHAB para favorecer contratos e movimentações financeiras consideradas suspeitas pela Polícia Federal.
Apesar das citações presentes na decisão, até o momento não há acusação formal contra o prefeito Wladimir Garotinho.
Mesmo assim, o caso passou a gerar questionamentos sobre os mecanismos de fiscalização interna da administração municipal e sobre o controle de contratos públicos dentro da estrutura da empresa.
Nos bastidores políticos, o avanço das investigações aumentou a tensão no cenário municipal e pode provocar novos desdobramentos nos próximos dias.
A defesa dos citados segue podendo se manifestar sobre o caso.





