Macaé foi escolhida para puxar uma mudança que pode redesenhar o esporte inclusivo no estado. E não é pouca coisa. A cidade será a primeira do Rio a receber o Programa CAPACIDADES, uma iniciativa que aposta no que quase sempre fica de lado. A formação de quem está na ponta.
O anúncio reuniu representantes do município e do Governo do Estado com um recado direto. Inclusão não acontece só abrindo espaço. Acontece quando tem preparo.
E é aí que o projeto vira chave. Nada de teoria solta. Professores das redes municipal e estadual vão passar por capacitação contínua, com prática no paradesporto. A primeira turma já tem data. Junho. Serão 60 vagas.
Mas tem mais. Como efeito direto dessa articulação, Macaé entra de vez no radar nacional. Pela primeira vez, a cidade vai sediar o Campeonato Brasileiro de Futebol em Cadeira de Rodas, em agosto, no Ginásio do Sol y Mar. Na prática, isso muda o jogo.
O projeto reúne diferentes áreas. Saúde, educação e esporte sentadas na mesma mesa. Entre os nomes envolvidos estão a neuropediatra Lívia Lobo, a coordenadora da Clínica do Autista, Lucia Anglada, o técnico do CESMA, André Carvalho e o paratleta João Barcelos. Também participaram o secretário municipal de Esportes, César Maillet, a coordenadora-geral de Políticas para Pessoas com Deficiência, Caroline Mizurine, e o superintendente de Paradesporto e Projetos Inclusivos do estado, Marcos Antonio Santos, além de representantes das áreas de saúde, educação e esporte adaptado no município.
A expectativa vai além de estrutura. É sobre mudar a forma como a cidade enxerga o potencial das pessoas com deficiência. Criar oportunidade com base, não só intenção.
Porque no fim, não é só esporte. É inclusão de verdade. E ela começa agora.



