Nesta sexta-feira (8), o samba perdeu um de seus maiores ícones. O cantor e compositor Arlindo Cruz, 66 anos, faleceu após complicações provocadas por um quadro de pneumonia. Ele estava internado em um hospital da capital fluminense e teve a morte confirmada por familiares.
Arlindo enfrentava problemas de saúde desde 2017, quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) enquanto tomava banho. As sequelas deixaram o músico debilitado e afastado dos palcos, exigindo cuidados contínuos. Nos últimos anos, também convivia com uma doença autoimune e dependia de sonda para alimentação. Em julho, seu quadro piorou significativamente, com perda de resposta a estímulos e ausência de evolução mesmo após cirurgias.
Com carreira iniciada no início da década de 1980, Arlindo se consagrou nas rodas de samba do Cacique de Ramos, ao lado de nomes como Jorge Aragão e Almir Guineto. Primeiro reconhecido como compositor, teve canções gravadas por grandes artistas nos anos 1990. Mais tarde, ganhou projeção nacional como cantor e integrante do grupo Fundo de Quintal.
Entre seus maiores sucessos estão “Meu Lugar”, “O Bem”, “Será Que É Amor” e o hino “O Show Tem Que Continuar”, músicas que atravessaram gerações e se tornaram parte da história da música brasileira.





