Suspeito de colocar fogo e queimar 70% do corpo da namorada, de 34 anos, em Guarus, Campos, foi preso por policiais civis da DEAM, nesta sexta-feira, 05, horas depois de usar suas redes sociais para se pronunciar sobre o caso. De acordo com J.M, a família da vítima “mentiu” e ele precisava dar a versão dele. A vítima está internada em estado grave no Hospital Ferreira Machado (HFM).
Em um vídeo de aproximadamente sete minutos, o homem que está com diversas feridas pelo corpo contou a versão dele da história. Segundo o suspeito, tudo começou em uma festa:
“A gente estava em um aniversário, aí começamos a discutir e fomos para a casa dela. Lá a discussão continuou. Em um determinado momento ela falou para eu ir embora porque a coisa não ficaria legal pra mim. Juntei minhas coisas e saí dali, notei que tinha álcool e papel na cozinha, até aí tudo bem. O fogaréu começou depois que ela falou que se não ficasse com ela, não ficaria com ninguém. Ela começou a jogar álcool nas minhas costas e a espalhar. Eu revidei e comecei a jogar nela também, aí ficou um jogando no outro. Aí ela ligou o fogão e começou a se queimar. Eu agarrei ela e fui para o chuveiro ficamos nós dois queimados. Ainda vieram uns parentes ajudar. Posso ser um cara alterado, isso é de família, ela também tem um jeito explosivo, tinha bebido e tal, e a coisa saiu de rumo. Estou indo com meu advogado na delegacia para resolver essa situação. Mas infelizmente, a família agiu de má fé. Se eu for preso, vou tentar de todas as maneiras provar minha inocência”.
Para a polícia, a família contou que após uma discussão, o homem teria pego uma garrafa de álcool e despejado sobre a vítima, dentro de casa. Em seguida, pegou um papel, acendeu no fogão e jogou na companheira, causando o incêndio no corpo dela.
O caso foi registrado pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM). Em entrevista coletiva, na tarde desta sexta, a delegada titular Madeleine Dykeman falou que a versão dele é mentirosa e que possivelmente será indiciado por tentativo de feminicídio. Foi expedido mandado de prisão temporária de 30 dias para conclusão das investigações.





