Técnicos do Ministério da Saúde (MS) realizam atendimentos, desde segunda-feira (16), na Terra Yanomami – a maior reserva indígena do país. Já foram resgatadas oito crianças em estado grave, incluindo um recém-nascido, com quadros de desnutrição severa e malária.
O Ministério dos Povos Indígenas divulgou nesta sexta-feira (20), que 99 crianças do povo Yanomami morreram devido ao avanço do garimpo ilegal na região. Os dados são referentes a 2022 e as vítimas tinham entre um a 4 anos. As causas da morte são, na maioria, por desnutrição, pneumonia e diarreia.
Também nesta sexta (20), o Ministério da Saúde publicou portaria para declarar emergência em saúde pública de importância nacional. O Governo Federal instituiu a criação de um Comitê de Coordenação Nacional para discutir e adotar medidas, em articulação entre os poderes, para plano de ação de atendimento a essa população. Ele deve ser apresentado no prazo de quarenta e cinco dias.
Ainda em 2022, foram confirmados 11.530 casos de malária no Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami, distribuídos entre 37 Polos Base. As faixas etárias mais afetadas estão entre maiores de 50 anos, seguida pela faixa etária de 18 a 49 e 5 a 11 anos.
Imagem: Jornal da Cultura



