Mulheres de 37 municípios do Rio de Janeiro já podem contar com uma nova ferramenta de prevenção ao câncer do colo do útero na rede pública de saúde. O exame molecular de DNA-HPV identifica tipos do vírus associados ao desenvolvimento da doença, permitindo detectar a infecção antes que apareçam alterações nas células.
A novidade já está disponível em unidades de saúde de Nova Iguaçu, Queimados, Japeri, Seropédica, Guapimirim, Itaguaí, Paracambi, Rio de Janeiro, São Gonçalo, Saquarema, Silva Jardim, Petrópolis, Nova Friburgo, Miguel Pereira, Paty do Alferes, Mendes, Paraíba do Sul, Três Rios, Sapucaia, Cordeiro, Cantagalo, Carmo, Duas Barras, Macuco, Bom Jardim, Santa Maria Madalena, São José do Vale do Rio Preto, São Sebastião do Alto, Sumidouro, Trajano de Moraes, Angra dos Reis, Mangaratiba, Paraty, Cachoeiras de Macacu, Carapebus, Quissamã e Resende.
Macaé, Campos dos Goytacazes e Rio das Ostras não aparecem na relação divulgada dos municípios contemplados.
Uma das principais mudanças está na frequência do rastreamento. Com resultado negativo, o intervalo para repetir o exame passa a ser de cinco anos, conforme os critérios do Ministério da Saúde. O teste é indicado para mulheres de 25 a 64 anos, seguindo as recomendações do programa.
O método também identifica os tipos 16 e 18 do HPV, associados à maior parte dos casos de câncer do colo do útero. A detecção antecipada facilita o acompanhamento das pacientes e a realização de exames complementares quando necessário.
A implantação faz parte de uma estratégia nacional que já alcançou 26 unidades da federação. Entre 2025 e 2026, foram coletadas 153 mil amostras. Somente em 2026, 93 mil exames foram processados, dos quais 9.904 identificaram HPV de alto risco.
A tecnologia está sendo incorporada gradualmente à rede pública. Nos municípios onde ainda não foi implantada, o Papanicolau continua disponível como método de rastreamento.
Vale destacar que um resultado positivo para HPV não significa diagnóstico de câncer. A identificação do vírus permite avaliar a necessidade de acompanhamento médico e investigar possíveis alterações antes do desenvolvimento da doença.





