O estado do Rio de Janeiro ocupa a terceira posição no ranking nacional de denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Segundo levantamento do Ministério Público do Trabalho (MPT), o estado registrou 133 denúncias até o dia 20 de outubro, ficando atrás apenas de São Paulo, com 259, e Minas Gerais, com 166.
Em todo o Brasil, foram contabilizadas 1.517 denúncias em 2026, segundo o balanço divulgado pelo órgão. Os números chamam a atenção na reta final das eleições, com o segundo turno presidencial marcado para domingo (25).
O assédio eleitoral ocorre quando empregadores ou outras pessoas utilizam ameaças, pressões ou constrangimentos para influenciar o voto dos trabalhadores. Entre as práticas denunciadas estão ameaças de demissão, exigência de apoio a candidatos e promessas de benefícios em troca de votos.
O MPT alerta que essas condutas podem representar violações dos direitos dos trabalhadores e da liberdade de escolha política. Vale destacar que as denúncias ainda precisam ser apuradas e não significam, necessariamente, casos comprovados.
Trabalhadores que sofrerem ou presenciarem situações de assédio eleitoral podem registrar denúncias pelo site oficial do Ministério Público do Trabalho.



