A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (15), o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo, durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis no Rio de Janeiro.
Canella foi o segundo deputado estadual mais votado nas eleições deste ano, com 197.178 votos. Além dele, também foi preso o ex-secretário de Polícia Civil do estado, Marcus Vinicius Amim Fernandes. A operação cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em sete municípios fluminenses.
Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa investigada teria utilizado uma rede de 96 postos de combustíveis para ocultar a origem de recursos ilícitos. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontam movimentações superiores a R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas suspeitas de envolvimento no esquema.
As investigações apuram possíveis crimes de organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel.
Canella já havia sido preso em julho, durante outra fase da mesma operação, após agentes encontrarem um fuzil em seu veículo. Posteriormente, ele foi colocado em liberdade por decisão judicial.
A defesa do deputado eleito informou que ainda não havia tido acesso aos autos da nova decisão. As investigações continuam, e as suspeitas ainda dependem de apuração e julgamento.




