Fiscalização de embarcações, combate a crimes no mar, proteção de plataformas de petróleo e operações de busca e salvamento. Por trás do casco do Navio-Patrulha Gurupá existe uma rotina que pouca gente acompanha de perto.
Durante a passagem da embarcação por Macaé, o RJ Interior subiu a bordo do P-46 para conhecer como trabalham os 29 militares responsáveis por manter o navio em operação e descobrir histórias que atravessam mais de três décadas.
O Gurupá ficou atracado em Imbetiba até domingo (27). A passagem pela cidade teve como objetivos o treinamento operativo da tripulação e o fortalecimento dos laços institucionais entre a Marinha do Brasil e a sociedade macaense.
Quando deixa o porto, começa outra rotina.
O navio é empregado na fiscalização do tráfego aquaviário e na proteção dos recursos existentes no mar territorial, na Zona Contígua e na Zona Econômica Exclusiva brasileira. Entre as possíveis atuações estão o combate à pesca ilegal, ao contrabando e ao tráfico de drogas.
O Gurupá também participa de patrulhas costeiras e de ações de busca e salvamento marítimo.
Na Bacia de Campos, uma atribuição chama atenção pela relação direta com a região: o navio pode contribuir para a segurança das plataformas de exploração de petróleo contra ações de sabotagem.
29 militares e uma rotina que não para
Tudo isso é feito por uma tripulação de 29 militares. A bordo, trabalho, treinamento, alimentação e descanso dividem o mesmo espaço. Durante as missões, a equipe realiza adestramentos internos para estar preparada para diferentes situações que podem surgir no mar.
Entre os pontos fundamentais para a operação está o passadiço. É dali que a navegação é conduzida e acompanhada pela tripulação.
E manter toda essa estrutura funcionando exige trabalho constante. O Gurupá foi incorporado à Marinha em 8 de dezembro de 1995 e já ultrapassou três décadas de serviço. A longevidade é sustentada por uma rotina criteriosa de manutenção dos equipamentos e por períodos de manutenção geral, que também permitem a modernização de sistemas internos.
Um nome que atravessou uma guerra
Se o atual Gurupá tem mais de 30 anos, a história de seu nome é ainda mais antiga.
Este é o segundo navio da Marinha a ostentar o nome Gurupá. O primeiro foi um caça-submarino incorporado em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial.
Naquele período, a embarcação participou da escolta de comboios entre Trinidad e Recife e do patrulhamento do litoral brasileiro.
Décadas depois, outro navio assumiu o nome, agora com características e missões diferentes, mas preservando a tradição de seu antecessor.
Do resgate à próxima missão
O atual Gurupá também acumulou capítulos importantes ao longo de sua trajetória.
Entre o fim de 2009 e o início de 2010, participou de ações de apoio logístico e resgate durante as fortes chuvas e os deslizamentos que atingiram Angra dos Reis.
E há uma coincidência nessa história. Depois da passagem por Macaé, foi justamente para Angra dos Reis que o Gurupá seguiu novamente.
Desta vez, a missão é realizar Patrulha Naval e ações de segurança marítima em apoio às eleições.
Para quem vive a bordo, cada porto é apenas uma parada antes da próxima missão.
Quer conhecer o Gurupá por dentro? Assista à reportagem completa nas redes sociais do RJ Interior e acompanhe nossa passagem pelo navio, da proa ao passadiço.
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