A Polícia Federal afirma ter identificado que uma empresa ligada ao advogado Antônio Carlos da Conceição Santos, conhecido como Pipo, pagou uma compra de R$ 10,5 mil em caviar feita pelo ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL). A informação consta em documentos da Operação Sem Refino que tiveram o sigilo retirado.
Segundo a investigação, Castro negociou diretamente a compra enquanto estava hospedado em um hotel de luxo em São Paulo. As mensagens mostram pedidos de diferentes tipos e quantidades de caviar, parte para consumo no local e parte para ser levada ao Rio. O comprovante de pagamento apresentado ao estabelecimento indicava como pagadora a AC Santos Participações e Empreendimentos, empresa de Pipo.
Para a PF, o episódio é um dos indícios de utilização de estruturas empresariais de terceiros para custear despesas particulares do então governador. A investigação apura supostos favorecimentos envolvendo a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.
Os investigadores também apontam suspeitas envolvendo um imóvel de luxo em Petrópolis e a cobertura onde Castro mora na Barra da Tijuca. A PF apura se os imóveis teriam relação com mecanismos de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro.
A defesa de Cláudio Castro nega participação em esquema de lavagem de dinheiro, recebimento de vantagens indevidas ou favorecimento a terceiros. Sobre o caviar, sustenta que a compra foi feita por um amigo e que Castro apenas retirou e consumiu parte dos produtos com autorização.




