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“Golpe de Fé”: Pastor é investigado por esquema que prometia rendimentos de 10% ao mês

Matheus Cursino Por Matheus Cursino
18 de agosto de 2026
Em Polícia, Rio de Janeiro
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“Golpe de Fé”: Pastor é investigado por esquema que prometia rendimentos de 10% ao mês
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta terça-feira (18), a Operação Golpe de Fé, contra um grupo suspeito de aplicar golpes financeiros e lavar dinheiro por meio de um falso banco digital ligado a uma igreja evangélica. O prejuízo já identificado entre vítimas chega a aproximadamente R$ 1,11 milhão. 

Segundo as investigações, o principal alvo é o pastor Roberto Vieira Soares, da Igreja Apostólica Vida e Adoração, instituição que funcionava inicialmente em São Gonçalo e atualmente está instalada em Niterói. A Polícia Civil aponta que o líder religioso teria utilizado sua posição e a relação de confiança com fiéis para atrair investidores. 

As vítimas eram convencidas a colocar dinheiro em uma plataforma conhecida entre os investidores como “Banco do Pastor”, identificada nas investigações como GAL Invest Bank. A promessa era de rendimentos de aproximadamente 10% ao mês sobre os valores aplicados. 

Após a captação do dinheiro, segundo a polícia, os rendimentos começaram a deixar de ser pagos. Inicialmente teriam sido apresentadas justificativas para os atrasos, até que as restituições foram interrompidas. Pelo menos sete registros de ocorrência já estão relacionados ao esquema. 

A investigação aponta uma estrutura com divisão de tarefas entre captadores, operadores financeiros e pessoas físicas e jurídicas utilizadas para movimentar recursos. Uma das contas analisadas teria registrado mais de R$ 5,4 milhões em operações classificadas como estornos. 

Nesta terça-feira, policiais cumprem mandados no Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias e São Paulo. Segundo informações divulgadas sobre a operação, a Justiça também autorizou o bloqueio de R$ 8 milhões, enquanto as análises financeiras identificaram movimentações superiores a R$ 8 milhões entre 2022 e 2025. 

Os investigados são apurados, em tese, por estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A operação continua para rastrear recursos, identificar outros possíveis envolvidos e localizar patrimônio que possa estar relacionado ao esquema. 

Matheus Cursino

Matheus Cursino

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