A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (14) a segunda fase da Operação Sem Refino, que investiga suspeitas de irregularidades na concessão de licenças ambientais para a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, além de lavagem de dinheiro. O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) está entre os alvos das buscas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal.
Ao todo, a PF cumpre 16 mandados de busca e apreensão. Uma das diligências ocorre em um imóvel em Petrópolis ligado a Castro e que, segundo a investigação, teria sido utilizado em negociações consideradas fraudulentas. Ele também havia sido alvo da primeira fase da operação, realizada em maio.
A PF apura suspeitas de que agentes públicos tenham atuado na concessão de licenças ambientais em desacordo com pareceres e diretrizes de órgãos técnicos. A investigação também verifica se servidores receberam vantagens para permitir o funcionamento da refinaria.
O caso envolve ainda suspeitas de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado e crimes contra a ordem econômica relacionados ao setor de combustíveis.
Na primeira fase, investigadores também levantaram suspeitas sobre a relação da Refit com integrantes do governo estadual. Segundo informações divulgadas pela CartaCapital, um programa de refinanciamento poderia reduzir em até 95% a dívida da empresa com o Estado.







