A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte da bebê Rhaylla Beatriz da Silva Nogueira, de apenas 2 meses, e apontou uma reviravolta no caso. Segundo a investigação da 134ª DP, as agressões que causaram a morte da criança teriam sido praticadas pela própria mãe. O pai foi indiciado por, supostamente, ter conhecimento da violência e não agir para impedir as agressões.
De acordo com a delegada Madeleine Dykeman, responsável pelas investigações, a mãe foi indiciada por tortura com resultado morte. Já o pai responderá, em tese, na condição de garantidor, por deixar de proteger a filha, mesmo sabendo das agressões sofridas por ela.
A investigação apontou que Rhaylla foi submetida a violência física extrema. Os laudos identificaram traumatismo cranioencefálico, fratura no fêmur e múltiplas fraturas nas costelas, lesões consideradas incompatíveis com acidentes domésticos.
Com a conclusão do inquérito, a delegada representou à Justiça pela conversão da prisão temporária dos pais em prisão preventiva. O casal já estava preso temporariamente desde a semana passada.
Madeleine Dykeman também anunciou o encerramento das investigações antes de se afastar temporariamente da função de delegada adjunta da 134ª DP para disputar uma vaga de deputada federal nas eleições de 2026.







