Uma discussão sobre regularização fundiária na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) acabou ganhando outro foco nesta quarta-feira (17). Durante o debate, parlamentares chamaram atenção para o avanço de facções criminosas em diferentes regiões do estado, incluindo áreas da Região dos Lagos.
O tema surgiu durante a análise de um projeto de lei que prevê a retirada das áreas de Caiçara e Sabiá, em Arraial do Cabo, dos limites do Parque Estadual da Costa do Sol, com o objetivo de viabilizar a regularização fundiária para moradores que vivem na região há décadas.
Durante a sessão, o deputado Guilherme Delaroli afirmou que a localidade em discussão estaria sob influência do tráfico de drogas e mencionou a atuação do Comando Vermelho na área. A declaração ocorreu após o deputado Flávio Serafini defender mecanismos para impedir a especulação imobiliária e a exploração de moradores em processos de regularização fundiária.
A partir da discussão, o debate se ampliou para o crescimento das facções criminosas em diversas regiões fluminenses. Delaroli questionou a expansão territorial das organizações criminosas, enquanto o deputado Marcelo Dino destacou que grupos criminosos passaram a atuar também em atividades econômicas, além do tráfico de drogas.
Segundo os parlamentares, comerciantes e moradores de diferentes municípios estariam sofrendo impactos da atuação dessas organizações, que exercem influência sobre territórios e setores da economia local.
A proposta de regularização fundiária segue em tramitação na Alerj e ainda deverá passar por novas etapas de votação.







