Uma denúncia apresentada pelo vereador Leon Gomes, do PDT, reacendeu o debate sobre o atendimento de crianças atípicas em Campos dos Goytacazes. Segundo o parlamentar, algumas clínicas especializadas seriam suspeitas de fraudar horas de terapias não realizadas, causando impactos diretos para famílias atendidas por planos de saúde.
O caso motivou o pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, a CPI, para investigar possíveis irregularidades envolvendo clínicas e a interrupção de terapias por operadoras como Unimed e Amil.
De acordo com Leon Gomes, famílias passaram a enfrentar cobranças consideradas quase inacessíveis e, em alguns casos, cancelamentos de tratamentos.
“Precisamos abrir logo esta CPI. Existe um esquema dentro de clínicas que estão usurpando famílias. Horas de atendimentos estariam sendo lançadas sem terem sido prestadas”, afirmou o vereador.
Ainda segundo o parlamentar, o aumento da coparticipação e os altos custos dos planos têm dificultado o acesso de crianças atípicas às terapias necessárias.
A CPI já havia sido aprovada anteriormente e deverá apurar possíveis violações de direitos, além do cumprimento das normas previstas na legislação voltada à proteção de pessoas com deficiência e crianças com transtorno do espectro autista.
O vereador ressaltou que, segundo ele, a maioria das clínicas atua de forma correta, mas uma minoria estaria prejudicando famílias e profissionais sérios da área.
O assunto voltou a ganhar repercussão durante homenagens realizadas no plenário da Câmara a profissionais que atuam no apoio às famílias atípicas.





