A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) publicou, em edição extra do Diário Oficial na noite desta terça-feira (12), a exoneração de todos os funcionários vinculados ao gabinete do deputado Thiago Rangel (Avante). A medida cumpre a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que afastou o parlamentar do cargo após sua prisão pela Polícia Federal. Rangel é alvo de uma investigação que apura fraudes na Secretaria de Estado de Educação e, por decisão da Primeira Turma do STF, deve permanecer preso sem que a Alerj tenha a prerrogativa de votar sua soltura.
O ato administrativo revela a estrutura completa que operava sob o comando do deputado, totalizando 40 nomeados, entre eles um chefe de gabinete e 39 assessores parlamentares. O levantamento detalha uma hierarquia composta por cinco cargos de nível CCDAL-1, o mais alto da estrutura, e uma base expressiva de 21 assessores de nível CCDAL-9, cargo derivado de desmembramentos de funções superiores. O desligamento em massa já havia sido antecipado pelo presidente da Casa, Douglas Ruas (PL), como resposta imediata ao desdobramento jurídico do caso.
A destituição integral do gabinete marca um momento de rigor administrativo no Legislativo fluminense diante das graves acusações de corrupção que pesam sobre o parlamentar. O caso segue sob investigação federal, focando no desmonte de esquemas de fraude em licitações e contratos públicos que teriam sido facilitados pela influência do cargo político.





