Enquanto os casos de diabetes crescem no Brasil, uma pesquisadora brasileira decidiu transformar um problema pessoal em uma solução que pode mudar a vida de milhões de pessoas.
A engenheira biomédica e professora da Universidade de Brasília (UnB), Suélia Rodrigues, lidera o desenvolvimento do Rapha, um dispositivo que une curativo de látex natural e luzes LED terapêuticas para acelerar a cicatrização de feridas crônicas, principalmente em pacientes com pé diabético.
E a primeira boa notícia é que o projeto já passou pela aprovação do Inmetro e agora está na fase final de análise da Anvisa.
Segundo dados do Ministério da Saúde, o número de adultos com diabetes no Brasil saltou de 5,5% para 12,9% entre 2006 e 2024. Hoje, cerca de 20 milhões de brasileiros convivem com a doença.
É justamente nesse cenário que o Rapha chama atenção. O equipamento foi criado para reduzir o tempo de cicatrização, evitar internações longas e diminuir amputações, uma das consequências mais graves e incapacitantes do diabetes.
Além do impacto na saúde, o projeto também pensa no bolso do sistema público. O tratamento usa materiais de baixo custo e foi desenvolvido para funcionar dentro da realidade do SUS.
De acordo com Suélia, a ideia nasceu dentro de casa. O pai da pesquisadora enfrentava complicações graves da doença. O que começou como uma tentativa de ajudar a própria família virou quase 20 anos de pesquisa científica.
Mais do que uma inovação tecnológica, a trajetória de Suélia mostra como cientistas brasileiras vêm criando soluções capazes de salvar vidas e enfrentar problemas reais da população brasileira.





