Um brasileiro de 28 anos acaba de colocar a ciência do país no radar mundial da pesquisa sobre Alzheimer. E o detalhe mais curioso: a descoberta dele pode transformar um simples exame de sangue em aliado no diagnóstico precoce da doença.
O médico e doutorando em Bioquímica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Wagner Brum, recebeu o prêmio internacional AAIC Neuroscience Next “One to Watch” 2026, concedido pela Alzheimer’s Association, dos Estados Unidos. A premiação reconhece jovens cientistas considerados promessas mundiais na área.
A pesquisa dele foca em biomarcadores no sangue, especialmente a proteína p-tau217, que pode ajudar a identificar alterações cerebrais ligadas ao Alzheimer até 20 ou 30 anos antes dos primeiros sintomas aparecerem.
Hoje, muitos exames usados no diagnóstico ainda dependem de técnicas caras ou invasivas, como punção lombar e PET scan. A proposta do estudo é justamente facilitar esse acesso, tornando a detecção mais simples, menos invasiva e mais barata.
Segundo Wagner, a inspiração para mergulhar na pesquisa veio da própria avó. Agora, o trabalho desenvolvido no Brasil ganha atenção internacional e pode abrir caminho para que exames desse tipo cheguem futuramente até a rede básica de saúde.
Enquanto muita gente ainda confunde Alzheimer com demência, o estudo brasileiro coloca o país no centro de uma das maiores corridas da medicina atual: detectar a doença o quanto antes.
É a ciência brasileira fazendo barulho lá fora.





