O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026, manter a prisão do deputado estadual Thiago Rangel, preso durante a Operação Unha e Carne, da Polícia Federal.
Na decisão, Moraes afirmou que a prisão deve continuar “independentemente de manifestação” da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, impedindo que a Alerj tente reverter a medida, como ocorreu anteriormente em outros casos envolvendo parlamentares estaduais.
O ministro também encaminhou a decisão para análise da Primeira Turma do STF.
Thiago Rangel foi preso na terça-feira durante a quarta fase da operação que investiga um suposto esquema de fraudes em contratos e compras públicas ligados à Secretaria Estadual de Educação.
Segundo as investigações, o esquema teria direcionado obras em escolas públicas do Norte Fluminense para empresas previamente escolhidas pelo grupo investigado.
A Polícia Federal afirma que a investigação avançou após análise de arquivos encontrados em um computador apreendido na Alerj, ligado ao gabinete do ex presidente da Casa, Rodrigo Bacellar, também investigado.
Na decisão, Alexandre de Moraes fez duras críticas ao uso de prerrogativas parlamentares para derrubar prisões de deputados estaduais, afirmando que assembleias legislativas vêm criando um “sistema de total impunidade”.
A defesa de Thiago Rangel informou que recebeu a prisão com surpresa, negou irregularidades e afirmou confiar no devido processo legal.
O caso segue repercutindo fortemente no cenário político do Rio de Janeiro.





