Um idoso de 94 anos, vítima de mordida de rato em Macaé, acendeu um alerta sobre o funcionamento do atendimento de saúde no município durante fins de semana e feriados.
Segundo relato da família, após o incidente, o paciente foi levado ao Pronto Socorro Municipal da Imbetiba, onde recebeu os primeiros cuidados, incluindo limpeza do ferimento e administração de antibiótico preventivo. Em seguida, o médico orientou que ele fosse levado ao Hospital Público Municipal (HPM) para aplicação das vacinas antirrábica e contra o tétano. No entanto, não foram aplicadas vacinas no momento do atendimento.
De acordo com os familiares, ao dar entrada no setor de politrauma, a médica responsável pelo atendimento teria informado que não havia necessidade da vacina contra a raiva. Já a vacina contra o tétano não estaria disponível no período noturno nem aos fins de semana, devido ao fechamento da sala de vacinação.
Diante da situação, a família optou por buscar atendimento na rede particular para a aplicação da antitetânica, considerando que, tanto no sistema público quanto no privado, a resposta imunológica não é imediata e pode levar entre 7 e 15 dias para começar a fazer efeito.
O caso levanta questionamentos sobre a disponibilidade de serviços essenciais fora do horário comercial, especialmente em situações que envolvem pacientes idosos, considerados mais vulneráveis a complicações.
Embora a transmissão de raiva por ratos seja considerada rara, protocolos de saúde indicam que cada caso deve ser avaliado individualmente, levando em conta as condições do ferimento e o estado clínico do paciente.
A ausência de vacinação imediata em um caso envolvendo um idoso de 94 anos chama atenção e reforça o debate sobre a continuidade da assistência na rede pública.
O espaço segue aberto para posicionamento da Prefeitura Municipal.







