Muita gente carrega a cicatriz da BCG sem saber o que ela representa. Mais do que uma vacina, ela é um símbolo raro na história da ciência.
Nesta terça-feira, 24 de março, Dia Mundial de Combate à Tuberculose, é um lembrete disso.
A BCG não nasceu do lucro. Foram 13 anos de insistência de dois pesquisadores franceses, Albert Calmette e Camille Guérin, no Instituto Pasteur. Em 1921, quando chegaram à fórmula segura, fizeram algo que hoje parece quase impossível: abriram mão da patente.
Mesmo podendo lucrar com a chamada “peste branca”, decidiram que a saúde não poderia ter dono. E o resultado atravessou o mundo. No Brasil, esse legado chegou cedo, em 1927, garantindo que o “C” e o “G” da vacina (iniciais dos seus criadores) estivessem no braço de cada brasileiro, de forma gratuita e universal.
Mas o alerta continua atual. A tuberculose ainda circula, inclusive no interior do estado do Rio. Tosse persistente por mais de três semanas não é algo para ignorar. O diagnóstico é gratuito e o tratamento tem cura pelo SUS.
Num tempo em que quase tudo tem preço, essa pequena cicatriz conta uma história diferente. E talvez por isso ela mereça mais respeito do que a gente costuma dar.
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