Na última semana na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, um fenômeno chamou atenção de pesquisadores e pescadores: a pesca artesanal na Lagoa de Araruama registrou um salto expressivo na quantidade de peixes capturados e no volume financeiro movimentado pela atividade.
No ano passado os pescadores retiraram 633,7 toneladas de pescado, um aumento de 26,9 por cento em relação ao ano anterior. A atividade gerou cerca de 9,5 milhões de reais, fortalecendo a economia de comunidades tradicionais que dependem diretamente da lagoa para sobreviver.
Especialistas explicam que o resultado não é um milagre, mas consequência de uma combinação de recuperação ambiental, monitoramento científico e ações de manejo sustentável realizadas nos últimos anos. Atualmente cerca de 85% das águas da lagoa estão classificadas como limpas.
Apesar do crescimento, especialistas alertam que a preservação precisa continuar sendo prioridade. A lagoa ainda enfrenta desafios históricos, como poluição, ocupação irregular das margens e assoreamento em algumas áreas.
Para as comunidades pesqueiras, no entanto, os números recentes representam um sinal de esperança. Depois de anos de preocupação com a degradação ambiental, muitos pescadores voltaram a ver redes cheias e uma atividade que continua sendo parte fundamental da identidade cultural e econômica da região.



