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Ex-policial e ex-vereador são apontados como líderes de milícia denunciada pelo MPRJ

Redação Por Redação
3 de março de 2026
Em Araruama, Polícia
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Ex-policial e ex-vereador são apontados como líderes de milícia denunciada pelo MPRJ
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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), denunciou à Justiça sete pessoas acusadas de integrar uma milícia com atuação no município de Araruama, na Região dos Lagos. A Justiça expediu mandados de prisão preventiva, que começaram a ser cumpridos nesta terça-feira (03) por agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).

De acordo com o MPRJ, o grupo seria liderado pelo ex-policial militar e ex-vereador de Araruama Sérgio Roberto Egger de Moura. Ainda segundo a denúncia, a organização criminosa atuava de forma estruturada, com divisão de funções entre os integrantes.

Entre os denunciados estão o ex-guarda municipal Sirlei Mendonça Marinho e o ex-policial militar João Carlos Alves Machado, apontados como responsáveis pela coordenação do transporte alternativo clandestino. A função de pistoleiro seria exercida por Eliomar Souza da Silva Cordeiro, conhecido como “Bimba”.

As investigações também indicam que Jefferson Siqueira Nogueira seria responsável pela cobrança de valores de moradores e comerciantes. Já o braço armado do grupo seria composto por Dilson Gabriel de Almeida Machado, conhecido como “Biel”, e pelo servidor público da Prefeitura de Araruama Eduardo dos Santos Damas, apelidado de “Dudu”.

Segundo o GAECO, o grupo é acusado de crimes como apropriação indevida de imóveis, extorsão de moradores e comerciantes, controle de linhas de transporte clandestino e ameaças a integrantes do sistema de Justiça e das forças de segurança. Para impor domínio territorial, os investigados utilizariam ameaças constantes, inclusive com uso de armas de fogo, além da prática de roubos e homicídios.

Ao decretar a prisão preventiva dos denunciados, o Juízo da 1ª Vara Especializada em Organizações Criminosas destacou que as milícias apresentam elevado grau de periculosidade, atuando com violência reiterada e colocando em risco a ordem pública e a paz social.

O caso segue sob investigação.

Redação

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