O Dia D de enfrentamento à esporotricose, realizado neste sábado (17) na UBS Animal, no Parque de Exposições, em Macaé, resultou no atendimento de 21 animais. Desse total, 15 tiveram diagnóstico positivo para a doença, confirmado por exames e cultura, e seis não apresentaram esporotricose.
Os animais que testaram negativo, mas apresentavam outras lesões ou problemas de saúde, foram encaminhados para acompanhamento e tratamento clínico posterior, conforme avaliação da equipe veterinária.
A esporotricose é uma doença que pode ser transmitida entre animais e também para seres humanos, inclusive adultos, por meio do contato com lesões, secreções ou arranhões de animais infectados. Em animais, principalmente gatos, a doença pode evoluir de forma grave e, sem tratamento adequado, pode levar à morte.
Por isso, a ação chama atenção para um ponto central no combate à doença. A notificação da esporotricose é obrigatória e tem papel direto na construção dos índices epidemiológicos do município. Sem o registro oficial, os casos deixam de entrar nas estatísticas e a subnotificação acaba mascarando a real incidência da doença, o que dificulta a criação e o fortalecimento de políticas públicas eficazes.
De acordo com o secretário de Proteção e Defesa do Animal, Rafael Amorim, “iniciativas como o Dia D permitem o levantamento de dados concretos, com base em laudos e diagnósticos confirmados, o que garante respaldo técnico para a atuação do poder público. Esses registros ajudam a comprovar a necessidade de ações contínuas de prevenção, tratamento e orientação à população”.
A proposta da pasta é que o Dia D não seja uma ação isolada. A iniciativa deve ter desdobramentos, com a estruturação de um protocolo de acompanhamento dos animais diagnosticados, cuidados durante o tratamento e medidas de prevenção da esporotricose. A intenção é transformar o ato em uma ferramenta permanente de apoio à formulação de políticas públicas voltadas à saúde animal e à saúde coletiva no município.
A ação foi gratuita e realizada com apoio da Prefeitura de Macaé, por meio da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Animal, do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (Nupem) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Por Joyce Pinheiro



