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Jornalista macaense projeta expansão de sua atuação cultural no interior do RJ

Redação Por Redação
8 de janeiro de 2026
Em Cidade, Cultura, Educação, Macaé
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Jornalista macaense projeta expansão de sua atuação cultural no interior do RJ
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Reconhecida por articular comunicação, cultura preta e território, ativista Laís Monteiro celebra ações artísticas realizadas em 2025.

Ao longo de 2025, uma série de iniciativas culturais fomentadas pela produtora, com ações formativas e audiovisuais realizadas em Macaé e fora dela contribuiu para o fortalecimento histórico-cultural do município, a partir da comunicação, identidade e pertencimento. Por trás dessa atuação está a ativista negra Laís Monteiro, 35 anos, macaense, jornalista, produtora cultural, artista, relações-públicas e moradora da zona rural de Macaé (RJ). Sua trajetória articula território, cultura e responsabilidade social, com impacto direto na economia criativa, no turismo cultural e na valorização de narrativas locais.

As ações desenvolvidas ao longo do ano se distribuíram de forma contínua no calendário cultural do município: em janeiro, Laís realizou o “Divulgaê Artista Macaense”, curso de formação em comunicação voltado a artistas e fazedores de cultura negros e periféricos; em junho, idealizou e realizou o “Festival da Preta”, consolidado como um festival de vivência e imersão na cultura preta macaense; em outubro, assinou a direção de produção da minissérie documental “Botecar Macaé – Histórias de Balcão” do Chef Hugo Dias; em novembro, esteve em Brasília a convite do Ministério da Igualdade Racial, representando o interior do estado do Rio de Janeiro na Marcha das Mulheres Negras; e em dezembro, realizou o “Erê – O Festival do Crias”, voltado à ocupação cultural da zona rural e à valorização das infâncias com identidade e pertencimento.

Fundadora da Monteiro Assessoria, empresa criada há dez anos, Laís construiu uma atuação que transita entre os âmbitos local, estadual e nacional sem romper com o território de origem. Seu trabalho nasce em Macaé e se projeta para além do município, assessorando artistas e iniciativas que hoje integram novelas, séries, espetáculos e produções audiovisuais de alcance nacional.

Mesmo com a ampliação de sua atuação, fez da permanência no território uma escolha estratégica, transformando essa decisão em ferramenta de redistribuição de conhecimento, visibilidade e recursos. “Meu trabalho não parte de um único lugar físico, mas de um território simbólico. Levo Macaé comigo por onde atuo, porque foi aqui que aprendi meu ofício, construí minha identidade e formei a base do meu olhar sobre comunicação, cultura e responsabilidade social”, afirma Laís Monteiro.

Um dos principais destaques do ano foi o “Festival da Preta”, iniciativa cultural independente realizada em Trapiche, na Serra Macaense. Ao longo de dois dias, o evento integrou shows musicais, trilhas, banho de cachoeira, alongamento com paisagem, café da manhã da roça e experiências de convivência no território. Ao todo, mais de 30 artistas de Macaé subiram ao palco, ao lado de nomes com reconhecimento nacional, impactando diretamente o turismo cultural e a economia local.

Na área da formação, o Divulgaê Artista, contemplado pela Lei Paulo Gustavo, ampliou o acesso de artistas negros e periféricos a estratégias de comunicação e fortalecimento de carreiras culturais. No audiovisual, a minissérie documental “Botecar Macaé – Histórias de Balcão”, do chef Hugo Dias, registrou a memória da cidade a partir de bares tradicionais como espaços de convivência e produção cultural cotidiana.

Encerrando o ano, o Erê – O Festival do Crias, contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), reafirmou o compromisso com a ocupação cultural da zona rural de Macaé, fortalecendo vínculos comunitários e reconhecendo a cultura local como parte fundamental da formação das infâncias.

Ao longo de uma década à frente da Monteiro Assessoria, Laís Monteiro contribuiu para a consolidação de carreiras de artistas negros hoje reconhecidos nacionalmente, atuando no enfrentamento ao racismo estrutural na mídia e na ampliação de representações positivas. Sua trajetória reafirma a potência de produzir a partir da zona rural, demonstrando que impacto cultural, econômico e simbólico também se constroem a partir do território, da permanência e do cuidado.

Após um ano marcado por ações contínuas e distribuídas ao longo do calendário cultural, o foco para 2026 é ampliar o impacto cultural em Macaé e na região, consolidando projetos, fortalecendo redes e expandindo a circulação de iniciativas que nascem no território e dialogam com agendas estaduais e nacionais.

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