Dois funcionários de alto escalão da empresa THV, sediada em Pouso Alegre (MG), foram presos durante a segunda fase da Operação Calliphora, que investiga fraudes em licitações no interior de São Paulo.
Segundo o Ministério Público, os presos desempenhavam papel central na elaboração de editais e na distribuição de propinas, com prejuízo estimado em R$ 16,7 milhões aos cofres públicos.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas residências dos investigados, com apreensão de celulares, notebooks, cartões de memória e documentos.
A prisão desses integrantes da THV reforça os laços entre essa empresa e os escândalos que têm repercutido no cenário nacional. A THV já esteve no epicentro de outras investigações, quando foi acusada de fraudar licitações em contratos de manutenção urbana. Na nossa região, em localidades como Quissamã, áudios vazados mostraram negociações entre o empresário Thiago Rezende e autoridades locais e segue em investigação.
Esse novo capítulo da operação também terá implicações regionais afinal, a THV presta serviços em municípios como Macaé e Quissamã.
A atuação nessas cidades sob suspeita, aliada às prisões em Minas e às fraudes apuradas em São Paulo, reforça suspeitas de que irregularidades no setor de serviços públicos possam formar parte de um esquema muito mais amplo.
A operação mira contratos de limpeza pública, e à medida que a investigação avança outros ramos de atividades passam a entrar na linha de investigação.
#RJI #RJINTERIOR #OperaçãoCalliphora #corrupção #licitações #THV #justiça



