Na manhã de hoje, a Receita Federal e o Ministério Público deflagraram a Operação Spare, que investiga um esquema do PCC que usava cerca de 60 motéis registrados em nomes de “laranjas” para lavar recursos do crime organizado.
As investigações apontam que esses motéis movimentaram aproximadamente R$ 450 milhões entre 2020 e 2024, contribuindo para o aumento patrimonial de associados e distribuição de lucros de cerca de R$ 45 milhões.
O esquema não se limitava aos motéis: incluía restaurantes vinculados, operações imobiliárias e até investimentos no setor de combustíveis e em franquias. Um dos alvos centrais é o empresário Flávio Silvério Siqueira, conhecido como “Flavinho”, suspeito de articular a lavagem de dinheiro por meio de postos adulterados e empresas de fachada.
A Operação Spare é um desdobramento direto da Operação Carbono Oculto, que revelou uma complexa rede de fraudes envolvendo a adulteração e venda irregular de combustíveis por empresas ligadas ao crime organizado.
O uso de empresas do ramo de motéis como fachada escancara um padrão inovador de lavagem de dinheiro do crime organizado, que se infiltra no setor imobiliário, de serviços e combustíveis e aponta para lucros bilionários com evasão fiscal e corrupção sistêmica.
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