Um levantamento divulgado ontem, dia 18 de setembro de 2025, pela Firjan revelou um cenário preocupante para a gestão pública no estado do Rio de Janeiro. Segundo o estudo, que avaliou dados referentes ao ano de 2024, a esmagadora maioria dos municípios fluminenses ficou abaixo da média nacional em gestão fiscal, comprometendo investimentos e serviços essenciais.
A análise tem como base o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), que considera quatro pilares: autonomia (capacidade de arrecadar recursos próprios), gastos com pessoal, liquidez (dinheiro em caixa) e investimentos.
Apesar da crise generalizada, cinco cidades conseguiram se destacar positivamente: Niterói, Macaé, Angra dos Reis, Volta Redonda e São João da Barra.
Entre elas, Niterói se sobressaiu com nota máxima, sendo a única do país a manter esse desempenho por cinco anos consecutivos. Em segundo lugar ficou Macaé, as demais também apresentaram boas práticas na gestão dos recursos públicos, especialmente no controle de gastos e na priorização de investimentos que impactam diretamente a população. Por outro lado, o restante do estado vive um cenário fiscal caótico e alarmante.
A média geral do IFGF no Rio de Janeiro foi de 0,5587 ponto, enquadrada como gestão em “dificuldade”, abaixo da média nacional de 0,6235. O dado mais preocupante é o nível de investimento: enquanto a média no Brasil foi de 10,2% da receita corrente, nos municípios fluminenses esse índice caiu para apenas 4,6%.
Enquanto a maioria segue desperdiçando recursos ou administrando mal os cofres públicos, essas cinco cidades mostraram que é possível fazer diferente e melhor.
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