No dia ontem, o Rio de Janeiro voltou ao centro de uma das maiores investigações já realizadas no país. A Operação Carbono Oculto revelou o envolvimento de empresas da Zona Oeste da capital em um esquema bilionário de adulteração de combustíveis, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. A facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) teria movimentado mais de R$ 70 bilhões entre 2020 e 2024, utilizando postos, distribuidoras, fintechs e fundos de investimento para ocultar recursos ilegais.
Na Zona Oeste, agentes apreenderam documentos e equipamentos suspeitos de operar como centros de redistribuição de combustível adulterado. Análises indicam que o metanol, substância tóxica cujo limite permitido é de 0,5%, chegava a representar até 90%, tendo parte dos lucros obtidos sido direcionada à compra de imóveis e empresas de fachada no território fluminense.
A operação trouxe à tona um caso semelhante ocorrido em outubro de 2024, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Postos de Midas, que teve como alvo o Deputado Estadual Thiago Rangel. Na operação foram apreendidos R$ 160 mil em espécie, um carro de luxo blindado e documentos ligados ao parlamentar, investigado por fraudes em licitações e movimentações financeiras suspeitas através de dezoito postos de combustíveis.
Embora ocorram em contextos distintos, os dois casos revelam um mesmo padrão: o uso do setor de combustíveis como mecanismo para movimentar grandes volumes de dinheiro de origem ilícita, blindar patrimônios e sustentar redes paralelas de poder, seja no submundo do crime organizado, seja nos bastidores da política.
Os desdobramentos no Rio ainda estão em curso e novas fases da operação devem expor nomes influentes da política e empresários do setor de combustíveis, tanto na capital quanto no interior do estado.
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