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Caso do ‘brigadeirão envenenado’ envolvia dívida de R$ 600 mil por trabalhos espirituais; carro da vítima foi encontrado em Cabo Frio

Redação Por Redação
31 de maio de 2024
Em Polícia
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Caso do ‘brigadeirão envenenado’ envolvia dívida de R$ 600 mil por trabalhos espirituais; carro da vítima foi encontrado em Cabo Frio
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Em seu depoimento à polícia, Suyany Breschak, que se apresenta como cigana e conselheira espiritual de Júlia Andrade Cathermol Pimenta, de 29 anos, suspeita de ter matado seu namorado, o empresário Luiz Marcelo Antônio Ormond, de 44 anos, com um brigadeirão envenenado, disse sua fonte de renda era composta basicamente pelos “pagamentos de Julia” por “consultas e trabalhos espirituais”, além de “rendimentos de suas redes sociais”.

De acordo com Suyany, ao longo do tempo Julia teria acumulado uma dívida com ela na casa dos R$ 600 mil por trabalhos de “limpeza espiritual” e que esse valor vinha sendo pago em parcelas mensais de R$5 mil por meio de depósitos bancários há de cerca de cinco anos. Perguntada pelos policiais se sabia de onde vinha o dinheiro de Julia ela afirmou que seria de “de programas sexuais, que realizava e da pensão que recebia do pai”.

A mulher disse ainda que suas redes socias rendiam por volta de R$ 3mil por mês, dependendo do número de visualizações. Suyany declarou ainda ser proprietária de alguns imóveis e dois automóveis.

No período de três dias em que ficou com o corpo de Marcelo dentro do apartamento, Julia levou o carro do empresário até a Região dos Lagos onde o entregou para Suyany como forma de saldar parte da dívida que acreditava ter.

O veículo foi encontrado em Cabo Frio. Ele estava com Victor Ernesto de Souza Chaffin, amigo de Suyany, que foi preso por receptação. Além do carro, ele estava com dois laptops e o telefone do empresário.

Suyany foi presa por suspeita de participação no crime e, na noite de quinta-feira, o juízo da Central de Audiência de Custódia de Benfica confirmou sua prisão temporária, que havia sido expedida pela 4ª Vara Criminal da Capital. Em depoimento, ela afirmou que conversou por mensagens com Julia após a morte de Marcelo e que ela disse que “não estava suportando o cheiro do cadáver”. Segundo a declaração, Júlia teria dito ainda que viu um urubu na janela da residência.

Pelos detalhes revelados por Suyany aos policiais, Julia teria colocado 50 comprimidos de um potente analgésico no brigadeirão oferecido ao namorado. Ela teria preparado um segundo doce para que pudesse comer sem correr risco.

Relembre caso

O corpo do empresário Luiz Marcelo Antonio Ormond foi encontrado no dia 20 de maio, em seu apartamento. Ele não era visto pelos vizinhos, que desconfiaram e chamaram socorro, desde o dia 17. O cadáver já estava em estágio avançado de decomposição, mas uma marca que indicava um possível golpe na cabeça fez os agentes investigarem como morte suspeita.

Segundo a Polícia Civil, ao decorrer do inquérito “os agentes apuraram que a namorada de Luiz Marcelo esteve no apartamento enquanto ele já estava morto e agiu com ajuda de sua comparsa, que trabalharia como cigana”. A suposta comparsa confessou ter ajudado a dar fim aos pertences da vítima e revelou que boa parte de seus ganhos vinham dos pagamentos de uma dívida de Júlia.

A namorada é considerada foragida da Justiça — contra ela há um mandado de prisão em aberto por homicídio qualificado. O caso segue sendo investigado pela 25ª DP (Engenho Novo).

Redação

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