Uma licitação de aproximadamente R$ 106 milhões realizada pela autarquia municipal SOMAR, em Maricá, passou a ser investigada pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) após levantar questionamentos sobre a condução do processo.
O caso ganhou repercussão após uma sequência considerada incomum de desclassificações de empresas durante o certame. Ao todo, 17 empresas foram eliminadas, até que a 18ª colocada, a empresa União Norte Fluminense Engenharia e Comércio, fosse declarada vencedora.
Segundo informações divulgadas, mais de 30 empresas participaram da licitação, mas várias propostas com valores menores foram sendo descartadas ao longo do processo. Uma das concorrentes teria apresentado proposta de cerca de R$ 79,5 milhões, valor significativamente abaixo do contrato final estimado em R$ 106 milhões.
Um relatório preliminar do conselheiro José Gomes Graciosa, do TCE-RJ, apontou possíveis inconsistências na licitação. No entanto, um novo desdobramento ocorreu após o afastamento judicial do relator, o que fará com que outro conselheiro assuma a análise do caso.
Denúncias encaminhadas ao tribunal também indicam que as justificativas para desclassificação das empresas teriam sido consideradas genéricas ou insuficientes, levantando dúvidas sobre a transparência do processo.
Enquanto o novo relator analisa a documentação, cresce a expectativa sobre as conclusões do TCE-RJ, que poderá determinar medidas administrativas ou aprofundar as investigações.



