A tensão internacional aumentou neste sábado (3), após autoridades dos Estados Unidos afirmarem que Nicolás Maduro foi capturado durante uma operação militar em território venezuelano. Segundo o presidente norte-americano, Donald Trump, Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram detidos e levados para fora da Venezuela em uma ação realizada durante a madrugada, com participação de unidades de elite e de policiais americanos.
Moradores de Caracas e de estados como Miranda, Aragua e La Guaira relataram explosões e fumaça por volta das 3h, no horário de Brasília. A agência federal de aviação dos EUA suspendeu voos americanos no espaço aéreo venezuelano por risco à segurança. O governo da Venezuela classificou as ações como agressão militar, decretou estado de emergência e a vice-presidente do país pediu apresentação pública de prova de vida de Maduro e da esposa após os anúncios feitos por Washington.
A repercussão tomou corpo no cenário internacional. O presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou a ofensiva nas redes sociais e repetiu um dos bordões de sua campanha eleitoral ao dizer que a liberdade estaria avançando.
Já o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que Caracas estaria sob ataque e defendeu convocação imediata de organismos internacionais. O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, condenou a ação e afirmou que a região estaria sendo violentada, classificando o episódio como terrorismo de Estado.
Aliado de Caracas, o Irã também se posicionou contra o ataque, chamando o episódio de violação da soberania e da integridade territorial venezuelana. O Ministério das Relações Exteriores iraniano pediu que o Conselho de Segurança da ONU atue de forma imediata para interromper a operação e responsabilizar os envolvidos.
O cenário segue em evolução e novas informações devem surgir ao longo do dia.



