Você sabia que às margens do Rio Macaé, no distrito do Sana, existe a antiga estrutura de uma Pequena Central Hidroelétrica (PCH)?
Um lugar discreto, fora dos roteiros turísticos, localizado na região serrana do município, mas carregado de história. Antes de virar ruína e memória, o local ajudou a iluminar os primeiros passos de Macaé rumo à modernidade.
Inaugurada em 1927, a usina fez parte de um período em que a geração de energia ainda era local e dependia diretamente da força das águas do rio para o funcionamento de serviços básicos, comércios e iluminação pública.
A obra foi construída durante a gestão de Washington Luís, então presidente macaense em exercício, e chama atenção até hoje por um detalhe pouco conhecido. O projeto contou com mão de obra e engenharia japonesa, algo raro e avançado para a época.
Com o passar dos anos, o crescimento da cidade e a chegada de sistemas mais modernos tornaram a PCH obsoleta. Ela deixou de operar, mas não desapareceu da história. O que restou virou referência afetiva e histórica para gerações de macaenses.
Hoje, mesmo situada em área particular e sem acesso público, a antiga PCH segue como um marco silencioso da história do município e do início da eletrificação em Macaé. Um marco silencioso que ajuda a entender como a cidade começou a se transformar muito antes do petróleo, do porto e das grandes obras.
Preservar essa memória é manter viva uma parte da identidade macaense. Porque antes de ser cidade do futuro, a Princesinha do Atlântico precisou, primeiro, aprender a produzir sua própria luz.
📸: Serra Macaense



