Trabalhadores do Sistema Petrobras decidiram deflagrar uma greve nacional a partir da próxima segunda-feira (15), após rejeitarem a contraproposta apresentada pela empresa nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A decisão foi tomada em assembleias realizadas em diversas bases do país.
De acordo com as entidades sindicais, a paralisação é motivada principalmente pela falta de avanços em pontos considerados essenciais pela categoria, como a solução definitiva para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, que impactam aposentados e pensionistas, além de reivindicações relacionadas à recomposição salarial, plano de cargos e salários e condições de trabalho, especialmente no setor offshore.
Antes do início da greve, os sindicatos promovem mobilizações e atos de pressão. Nesta quinta-feira (11), aposentados e pensionistas retomaram vigília em frente à sede administrativa da Petrobras, no Rio de Janeiro, cobrando uma resposta mais efetiva da empresa às demandas apresentadas.
As entidades representativas informaram que a Petrobras será oficialmente notificada sobre a paralisação dentro do prazo legal. Caso não haja avanço nas negociações, a greve poderá atingir unidades operacionais, administrativas e plataformas, respeitando os percentuais mínimos de funcionamento previstos em lei.
Os sindicatos reforçam que seguem abertos ao diálogo, mas destacam que a mobilização é necessária diante do impasse nas negociações e da ausência de uma proposta considerada justa pelos trabalhadores.



