Uma decisão do prefeito Ramon Dias Gidalte reacendeu críticas sobre os rumos da gestão pública em Casimiro de Abreu. Em vez de resolver tecnicamente as falhas da licitação conduzida de forma atabalhoada pela Secretaria Municipal de Educação, o chefe do Executivo decidiu revogar por completo o processo licitatório nº 3319/2024, mantendo, com isso, contratos antigos com valores muito acima dos ofertados pelas empresas no certame.
O processo em questão dizia respeito à contratação de serviços administrativos e educacionais. Após o julgamento das propostas, o primeiro colocado foi alvo de recursos e questionamentos e, mesmo diante das inconsistências apontadas, a Secretaria de Educação, Gracenir Alves de Oliveira, optou por habilitá-lo.
Após denúncias administrativas e ao Ministério Público, por parte do segundo colocado o prefeito assumiu para si a responsabilidade, deu uma canetada e anulou todo o processo sob a justificativa de irregularidades e inconformidades no planejamento. Com isso, as empresas antigas seguem prestando os mesmos serviços por valores bem superiores, o que representa grave prejuízo aos cofres públicos e amplia a crise da Educação municipal.
A decisão levanta ainda dúvidas: por que o gestor preferiu anular o processo, mesmo com empresas aptas a assumir os serviços por preço mais baixo do que os que hoje são praticados em cerca de meio milhão de reais? Quais interesses estão por trás dessa anulação?
A Educação em Casimiro de Abreu já enfrenta graves problemas: escolas sem merenda, professores insuficientes, transporte falho e agora, com a revogação da licitação, o município segue pagando mais caro por um modelo ineficiente.
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