O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro manteve a cassação do mandato do vereador Pedro Gadelha, de Casimiro de Abreu, acusado de compra de votos nas eleições municipais. A decisão confirma a sentença de primeira instância e reacende o alerta político no município, já que o tribunal determinou que o processo retorne à 50ª Zona Eleitoral para aprofundar a investigação sobre a possível participação do prefeito Ramon Gidalte e do vice, Marquinhos da Vaca, no mesmo esquema.
Durante as investigações, foram apreendidos materiais de campanha e propagandas eleitorais de três candidatos distintos, o que levantou suspeitas de que a rede de compra de votos poderia não ter se limitado apenas à candidatura de Gadelha.
Caso o envolvimento do prefeito e do vice seja comprovado, ambos poderão ter seus mandatos cassados e ainda ficar inelegíveis por oito anos, conforme o artigo 41-A da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97), que trata da captação ilícita de sufrágio o popular “voto comprado”.
O processo agora volta à Justiça Eleitoral de Casimiro de Abreu, que deve seguir com novas diligências, depoimentos e análise de provas. O clima político na cidade é de apreensão, já que uma eventual cassação da chapa majoritária pode levar à realização de novas eleições municipais.



